Resenha de A Cor Que Caiu do Céu, de HP Lovecraft

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Após um meteoro totalmente estranho, com uma cor totalmente estranha em seu centro, chegar na vizinhança da pequena cidade de Arkham… Coisas cada vez mais estranhas e sinistras vão acontecendo, desafiando a sanidade dos cidadãos da região… O que seria a… Cor Que Caiu do Céu?


Editora: Iluminuras
Páginas: 256
Ano de publicação original: 1927

Sinopse:

Os elementos que constituem a rara arquitetura de H.P. Lovecraft estão presentes nos contos de A cor que caiu do céu. Acontecimentos aparentemente inverossímeis, mas sem dar lugar ao acaso, fazem o leitor transitar trilhas obscuras, onde o inominável faz sua aparição, pondo a perder toda e qualquer ilusão de segurança. Os contos encerram estranhas sensações, prendendo o leitor que, fascinado e devorado pelo pavor que se desprende destas páginas, luta com as personagens na corda bamba da sanidade. Seus mitos expressam a grandeza e o terror imemorial do universo, e ele conseguiu traduzir em linguagem e emoção as criações mais estranhas, mais aberrantes e simbólicas da imaginação ocidental.


Um relato alternado em primeira e terceira pessoa, conduzido de maneira natural, dinâmica e fluida. Conta a história de uma família que foi afetada por algo totalmente estranho. O narrador foi para a região citada para fins profissionais, pois uma represa atingirá aquela região. Ele conheceu por passagem a Charneca Crestada e, curioso, visita o senhor Ammi, que conta um pouco mais sobre a história da região… Sobre dias estranhos…

Teve um fatídico dia, onde um meteoro chegou na mencionada Charneca, que antes, era uma casa bem construída de uma fazenda um pouco afastada do vilarejo de Arkham. Rapidamente, vários acadêmicos cientistas vão para a região para pesquisar a fundo o estranho material. Com uma certeza, que não é parecido com coisa alguma que exista na Terra.

Entretanto, enquanto estudos são feitos e, estranhamente finalizados, a região sofre com mudanças indesejáveis. A fauna e a flora começaram a se transformar. Frutos abundantes, grandes, porém podres foram produzidos naquelas terras. Árvores começam a murchar e ganhar certa fluorescência. Tragicamente, a família dona daquelas terras começou a mudar, de forma inesperada e inominável.

O curtíssimo conto de Howard Philips Lovecraft tem extrema qualidade. Em suas poucas páginas, ele nos faz ter medo de uma simples cor. Seu terror psicológico é bem desenvolvido, mostra como desafortunada começa a sofrer com os efeitos do meteoro que caiu em suas terras. Nos colocando no lugar do contador da história, que só acredita nos fatos porque estava lá presenciando-os.

A escrita é dinâmica e a leitura de bom ritmo. Trabalhando com excelência a expectativa no leitor, não se apresenta o que se espera ver e, por causa disso, o seu suspense é mais assustador. Com uma pitada de suas críticas para como lidamos com o estranho e o desconhecido. Seja algo (meteoro) ou alguém (a família). Mentes mais imaginativas podem ter calafrios ou sonhos interessantes, por conta disso, cuidado… Já que o estranho e o inimaginável caminham entre nós e nos tratam como simples ralé… E quando nos nota… Queima…

“— Nada… nada… a cor… ela queima… fria e molhada… mas queima…”

Caíque Apolináriohttp://bookstimebrasil.com.br
Escritor de três livros de ficção em conjunto com a Raquel Cortez Machado e host com a voz mais sedosa da podosfera. Viciado em café, multi tarefas e o suporte de toda a equipe.

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