Resenha de Neuromancer de William Gibson

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Editora: Aleph Neuromancer de William Gibson
Páginas: 312
Ano de Publicação Original: 1984

Sobre a trama:

O Céu sobre o porto tinha cor de televisão num canal fora do ar. Considerada a obra precursora do movimento cyberpunk e um clássico da ficção científica moderna, Neuromancer conta a história de Case, um cowboy do ciberespaço e hacker da Matrix. Como punição por tentar enganar os patrões, seu sistema nervoso foi contaminado por uma toxina que o impede de entrar no mundo virtual. Agora, ele vaga pelos subúrbios de Tóquio, cometendo pequenos crimes para sobreviver, e acaba se envolvendo em uma jornada que mudará para sempre o mundo e a percepção da realidade. Evoluindo de Blade Runner e antecipando Matrix, Neuromancer é o romance de estreia de William Gibson. Esta obra distópica, publicada em 1984, antevê, de modo muito preciso, vários aspectos fundamentais da sociedade atual e de sua relação com a tecnologia. Foi o primeiro livro a ganhar a chamada “tríplice coroa da ficção científica”: os prestigiados prêmios Hugo, Nebula e Philip K. Dick.


Case é um grande malandro. Após se dar mal ao querer enganar seus superiores, ele agora foi proibido de acessar a Matrix. Para servir de exemplo, é como se fosse a nossa internet só que com VR e toques de Mr. Robot. Com isso, ele agora vive de freelances ilegais para ganhar a vida, porque ele “tem que se dar bem de alguma maneira”. Com isso em voga, ele mal poderia imaginar no que ele se meteria.

Molly, uma hábil assassina profissional, e um ex-militar, Armitage, entram em contato com Case para lhe oferecer uma maneira de voltar à acessar a Matrix e de quebra, de mudar a configuração do mundo realizando alguns serviços de hacking com Molly, que seria os seus músculos em missões físicas.

Ele topa, ansioso por voltar ao seu “habitat natural” e no começo tudo parece muito simples, e sua relação com Molly vai ganhando traços mais íntimos. Entretanto, Armitage inseriu no corpo de Case ao mesmo tempo que ia retirando as toxinas que eram barreira para acessar a Matrix, outras toxinas, para o controlar. Toxinas estas que seriam letais a ele. Desta maneira, com cada vez menos confiança em Armitage e ainda mais com quem está realmente puxando as cordinhas do contratante, o hacker se vê em um beco sem saída onde seu único refúgio é se aprofundar no problema.

William Gibson não ganhou a tríplice coroa da ficção científica a toa. Ele escreve de maneira profunda, poética e dinâmica ao mesmo tempo. Ele é bem descritivo ao mesmo passo em que transforma a leitura em algo com bom ritmo e até em certa forma, imersivo. Não temos apenas um arco fechado de distopia cyberpunk, temos também, como em qualquer ficção científica de qualidade, críticas sociais que são até hoje contemporâneas.

Neuromancer faz parte do grupo de livros que irão transformar mentalidades, alterar status quo e instigar por mais e mais de distopias cyberpunks em seu cotidiano. E siga um conselho, leia sem parar esta obra para ter uma experiência cada vez mais imersiva. Se você parar este ritmo… Pode não ser tão bom o restante da leitura.

Caíque Apolináriohttp://bookstimebrasil.com.br
Escritor de três livros de ficção em conjunto com a Raquel Cortez Machado e host com a voz mais sedosa da podosfera. Viciado em café, multi tarefas e o suporte de toda a equipe.

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