A Determinação de Cersei, por Karoline Oliveira

Oi oi!

Aqui é a Karol e primeiramente tô honrada de começar uma coluna de artigos no Book’s Time, um lugar onde eu tenho autonomia e liberdade criativa pra falar sobre o que quiser desde que não fira os direitos humanos, claro. Mas não se preocupe, eu sou um amorzinho e não faria isso.

Bem, como foi dito aqui em cima, com minha autonomia e liberdade criativa quero conversar com vocês sobre uma coisa e a palavra-chave do artigo de hoje é: determinação.

A gente sempre escuta histórias sobre determinação, vemos personagens determinados e até somos inspirados por eles, mas realmente somos movidos por determinação?

Esses dias em que tenho passado por batalhas árduas tem me feito pensar e repensar sobre como recuamos quando termos problemas grandes e isso não é vergonha, sinal de fraqueza e nem muito menos covardia, na verdade é porque somos humanos e sentimos medo, falta de esperança e tristeza. E isso é normal.

Uau! Isso é NORMAL!

Você deve estar pensando: Ué, Karol. É claro que isso é normal.

E é, meu querido padawan. Mas há dias que eu acreditava que isso não deveria ser normal e que deveria estar 100% feliz o tempo todo sem qualquer tipo de problema.

ERRADO!

A vida trata de nos dar uma rasteira quando pensamos assim, afinal, sempre precisamos aprender algo e, no meio de todos esses dias ruins eu decidi voltar a assistir Game Of Thrones porque parei na quinta temporada. Coloquei o último episódio para relembrar e assim iniciar a sexta temporada e me deparei com a cena em que a Cersei fez a ‘caminhada da vergonha’ e eu senti TANTO a dor daquela personagem. Eu nunca fui fã dos Lannisters, na verdade eu só tenho olhos pro Tyrion e uma simpatia pelo novo Jamie, mas a Cersei… Sempre torci o nariz para ela, no entanto, naquele dia, ela e o contexto me ensinou algo incrível e poderoso.

Por mais que ela tivesse que fazer a expiação do seu pecado, passar pelo reino inteiro nua, com o cabelo cortado e a vergonha estampada no rosto. Além de ouvir gritos, palavras grotescas e se sentir tão oprimida e humilhada, o olhar dela foi o que mais me tocou. Não estou dizendo que as intenções da personagem sejam as melhores, na verdade eu não acho nem um pouco, mas tenho que dizer que a admiro.

Game of Thrones – 5×10

Depois de ver a cena pela segunda vez, consegui enxergar por um ângulo que precisava naquele momento. Eu me coloquei no lugar da Cersei por me encontrar em um momento de caos, medo, vergonha e, vê-la ali caminhando, mas sem tirar os olhos do palácio me deu um gás para poder escrever esse artigo.

Eu aprendi algo com a Cersei, com uma personagem fictícia!

Me emociono em escrever isso porque, desde o começo da expiação ela mantinha os olhos fixos no castelo onde morava. No começo Cersei parece esnobe e superior, mas conforme sente o peso da humilhação da caminhada seu ego começa a ser quebrado, mas ainda assim a mulher não deixa de olhar para o palácio!

Ela determinou seu objetivo. Se passasse por aquele momento e chegasse ao ponto final, as coisas mudariam. Havia um propósito, um objetivo, onde chegar e a personagem encheu-se de determinação pra chegar onde queria.

Esse é um dos fatores mais admiráveis nela, por mais ardilosa que é. Talvez devêssemos levar esse exemplo e canalizar para coisas boas em nossa vida por exemplo: conseguir uma formação, um emprego que tanto desejamos ou apenas paz de espírito.

É preciso determinação!

A vida é feita de altos e baixos e precisamos aprender a dançar conforme a música tocada para viver de forma mais leve e conquistar o que tanto sonhamos.

É sobre essa força interior de uma personagem feminina que me inspira, não sei você, mas me inspira e me faz perceber, parar e desligar o piloto automático. Pra onde estamos indo? O que estamos fazendo um dia de cada vez para conquistar algo tão desejado?

Não é só de momentos de paz que se faz um bom guerreiro afinal.

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