Andy Warhol, 1964 semiótica
Andy Warhol, 1964

Em suma, semiótica ocupa-se dos signos, do sentido e da comunicação. Um dos primeiros axiomas (verdades questionáveis universalmente válidas) da comunicação diz que “não é possível não comunicar” (Warzlawick, Beavin, Jackson, 1967), ou seja, tudo é comunicável e válido de entendimento, seja através dos sentidos, seja através dos fatores:  humanos, naturais ou não.

Tudo que existe comunica-se entre si e passa a ter um sentido e um significado. É interessante frisar que apesar de certas coisas terem um entendimento universal muitas delas baseiam-se em questões pessoais, fatores psicológicos ou até mesmo antropológicos. Sim, pois a comunicação está ligada tanto ao fator humano, pessoal, como também a sociedades e suas respectivas culturas. Isso tudo é importante, pois faz com que o mundo tenha algum sentido.

Na manifestação artística, descobrimos o grande poder de comunicar significados políticos, religiosos, ideológicos, ou simplesmente artísticos. Sendo assim, a arte por si só retrata uma representatividade, muitas vezes alheia a nós, mas que expressa um valor onde encontramos algo de um entendimento, válido ou concreto, de interpretação e por consequência significado.

Mas é válido lembrar, existe um contato diferente da comunicação com o receptor quando se trata da arte. Segundo Benveniste (1969) uma pintura pode apresentar uma série de elementos, como suas cores, que não se comparam à uma linguagem verbal.

Existem estudos para saber como transmitir uma leitura da imagem. Porém, a pesquisa inevitavelmente, assumiu uma diversidade que separa o texto literário de um texto visual, isto é, a aceitar a existência de configurações semióticas que não apresentam duas articulações fixas (manual da semiótica, p.277).

Para Humberto Eco (semiólogo, entre outros, e titular em semiótica) a arte possui importâncias para a invenção de novas modalidades comunicativas, ou seja, a arte é tão versátil que ela é capaz de se reinventar e também mudar a propriedade de percepção de um indivíduo.

 

Mas claro, isso é apenas um pouco do poder da semiótica, podíamos falar muito sobre ela e provavelmente ainda falaremos. Para quem quiser se aprofundar mais, recomendo ler o Manual da Semiótica de Ugo Voli onde ele desmembra o funcionamento dos signos e a sua influência social.
bio MIKE Dilelio

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