Crítica | Aquaman (2018)

Crítica | Aquaman (2018)
AQUAMAN (2018)

Criado em 1941 por Paul Norris e Mort Weisinger, Aquaman é um dos heróis mais poderosos das histórias em quadrinhos e um dos principais fundadores da Liga da Justiça, o que automaticamente faz dele um personagem extremamente importante para todo o Universo DC e que finalmente teve suas origens contadas nas telas dos cinemas do mundo todo pelo aclamado diretor James Wan.

Mesmo com toda a alcunha de Rei dos Oceanos, algo foi muito fomentando ao decorrer de sua trajetória. Aquaman por muito tempo foi subestimado, considerado piada em comparação aos outros membros de sua equipe, já que nos quadrinhos suas narrativas recebiam pouca importância e nas animações era apresentado de forma mais cartunesca, ficando na memória de todos a sua participação na série animada Super-Amigos.

Mas como um herói e rei imponente como ele é, essa imagem deturpada não poderia durar muito tempo, seja pela renomada fase dos Novos 52, de Geoff Johns ou até mesmo pela escalação do ator Jason Momoa, conhecido pelo papel de Khal Drogo na série Game of Thrones, o “homem que fala com peixes” conquistou de vez uma nova imagem para a massiva e crescente quantidade de consumidores de conteúdo nerd e esse filme é a prova disso.

Filho do faroleiro Tom Curry (Temuera Morrison) e da rainha Atlanna (Nicole Kidman), Arthur Curry (Jason Momoa) é um homem dividido entre dois mundos. Aquele onde foi criado pelo pai e o outro, local de origem de todo seu poder e do qual nutri sentimentos controversos, mas que agora com o auxílio de Mera (Amber Heard), terá de enfrentá-los e tomar aquilo que é seu por direito, o trono de Atlântida, para que o mundo não pereça à ira de seu meio irmão Orm (Patrick Wilson), o Mestre dos Mares.

Seguindo os mesmos passos de Mulher-Maravilha, filme dirigido por Patty Jenkins. A escolha para dar força a incrível narrativa do personagem subaquático, é se afastar em sua maioria da imagem um dia idealizada por Zack Snyder, mergulhando de cabeça para o que vai transformar esse filme em um marco em relação aos outros de heróis: a aventura.

Diferente de qualquer outra forma em que o estúdio optou para adaptar seu panteão, essa é a mais colorida delas, mas podem ficar calmos, tudo é devidamente escolhido para proporcionar algo muito além de uma comum narrativa heroica, graças a habilidosa direção de Wan.

Crítica | Aquaman (2018)
AQUAMAN (2018)

Mesmo sendo conhecido por obras de terror, aqui, junto do roteiro de Will Beal (Gangster Squad), que não é nada inovador, ele não se limita na criação de um novo mundo, muito pelo contrário. Atlântida e toda sua extensão é adaptada da forma mais mágica e encantadora possível, seja por sua fauna, arquitetura, ou até mesmo todas as referências ao autor Julio Verne. Também demonstrando um fenomenal uso de CGI, com cenas de lutas e batalhas muito bem produzidas, onde até me arrisco comparar a Nárnia e Senhor dos Anéis, sendo esse o maior trunfo do filme, junto de seu elenco e uma caracterização impecável.

Em mais de duas horas de duração, fica a cargo de Jason Momoa, Amber Heard (London Fields) e Patrick Wilson (Invocação do Mal, Watchmen) toda a movimentação central da trama. Wilson interpreta o vilão, que poderia ter sido muito melhor aproveitado se houvesse um maior cuidado com o roteiro e o mesmo não caísse na comum imagem do vilão que precisa ter para si todo o poder, já que em sua apresentação inicial, expondo os malefícios causados pela superfície, daria uma maior profundidade ao personagem.

Seguindo para casal, Jason Momoa se encontra extremamente confortável como o rei dos mares, deixando isso muito nítido ao longo da narrativa, principalmente no ato final, assim como Amber Heard, que dá vida a poderosa e determinada princesa Mera, e não, ela não precisa ser salva pelo herói, muito pelo contrário. O único problema entre os dois personagens é que talvez a química entre eles não pareça orgânica o suficiente neste primeiro capitulo, o que pode ser muito melhor abordado em uma possível continuação.

Uma das maiores surpresas é toda a participação da atriz Nicole Kidman, interprete da mãe do herói,  que possui um importância muito maior do que é indicada nos trailers, assim como o ator Yahya Abdul-Mateen ll, o Arraia Negra, que guarda muitas surpresas para o futuro.

Crítica | Aquaman (2018)
AQUAMAN (2018)

Mesmo com um roteiro pouco inovador e corrido, Aquaman não será e nem tenta ser o melhor filme de super-heróis, mas nada a braçadas no quesito apresentação de um novo mundo. Ele é magico, encantador e com toda certeza um acerto indiscutível da Warner/DC, que assim como Mulher-Maravilha dá uma aula, em apenas um filme, no que Thor e Asgard poderiam ter sido se bem adaptados.

Wellington Torres
Jornalista em construção, nerd, mutante e apreciador de História em Quadrinhos

Avaliação

Mesmo com um roteiro pouco inovador e corrido, Aquaman não será e nem tenta ser o melhor filme de super-heróis, mas nada a braçadas no quesito apresentação de um novo mundo. Ele é magico, encantador e com toda certeza um acerto indiscutível da Warner/DC.
Café Expresso

1 COMENTÁRIO

  1. Nem parece que foi o mesmo estúdio que fez a cagada no bigode do Cavil. Os efeitos do filme estão sensacionais! Mais um ponto para DC que foi a pioneira a explorar o fundo do mar nesse gênero de filme, a exemplo do que fez com WW, sendo o primeiro longa de uma heroína.

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