Critica: O Mundo Sombrio de Sabrina (1ª temporada)

Quando saiu a notícia que essa série ia ser produzida pelo mesmo caras de Riverdale minhas expectativas não estavam muito altas, todavia será que eles conseguiram fazer uma serie sombria de uma sitcom dos anos 90?

Para quem não sabe, a série conta a história de Sabrina, uma meia bruxa que quando fizer 16 anos vai ter que escolher ser vive no mundo dos humanos ou dos bruxos, que nesse universo são mais inspirados em cultos satânicos e também pega mais inspiração na nova versão da Sabrina nos quadrinhos lançada em 2014 com o mesmo nome do que a sitcom dos anos 90 ou os quadrinhos originais.

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A série tem muita semelhanças com Riverdale, o que não é um elogio, porque as coisas parecidas são uma premissa interessante com uma execução falha, personagens clichês e inconsistentes e um merchandising social que não é nada sutil e fluído.

A falha na execução tem vários fatores como o show ter 10 episódios de 1 hora, o que acaba fazendo com que a trama fique arrastada e tenha alguns fillers. Pouco original já que já pega várias coisas emprestados de shows como Buffy, Harry Potter, A Família Adams e entre outros. Outras coisas foi: uma oportunidade perdida para evoluir os personagens ou trazer mais tensão no episódio cinco (um dos melhores de toda a temporada), uma trama envolvendo a Tia Hilda, Ambrose e outro cara que não sei se realmente aconteceu a coisa ou se os showrunners simplesmente esqueceram dela.

Os personagens são clichês, todavia eu até gostei de deles e me interessei de verdade nas tramas, exceto a Sabrina porque ela é uma Mary Sue, só que pior porque ela grande parte das vezes tem que receber a resposta de mãos dadas ou vai dar algum problema além de sua motivação parecer meio mimada, fazer a pergunta mais idiota feita pra um namorado na ficção nos primeiro episódios e ter uma moral que nunca se aplica as suas próprias ações.

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merchandising social até que é bem feito comparado Riverdale, já que os personagens aqui só são chatos aos invés de acabarem reproduzindo algum preconceito, todavia eles acabam usando isso como forma de compensar pela trama clichê e tentar chamar atenção não por ser boa, mas por falar de assuntos importantes, o que é meio irritante

Entretanto a série não é completamente horrível e aqui vai algumas coisas boas que a série tem: a abertura é uma das mais bonitas da Netflix. Os atores são bons, em especial o Ross Lynch (um dos únicos, junto com a Zendaya, que conseguiu fazer a transferência da Disney para trabalhos bons) e minhas novas crushes Miranda Otto e Michelle Gomez. Não tem tanta sexualização de “adolescentes”. Há a mesma coisa inexplicável que faz você se divertir, apesar de tudo, como em Riverdale.

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No final, O Mundo Sombrio de Sabrina é uma série mediana com uma protagonista chata, mas te diverte o suficiente para ser bacana.

Nati Costa
Amante de filmes, séries, livros desde de terror à romance

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