Critica: The Umbrella Academy

Uma história de uma família super disfuncional

Essa série estava meio que fora do meu radar, eu sabia da existência dela, porém não estava no trem do hype, isso até meu feed ter milhares de fotos e gifs do Klaus. Então, resolvi checar e ver se realmente era boa.

O show é baseado numa história em quadrinhos, escrita por Gerard Way (Vocalista do My Chemical Romance) e Gabriel Bá (Um brasileiro super respeitado no mundo dos quadrinhos) e começa contando que no dia 1 de Agosto de 1989, 43 mulheres tiveram filhos mesmo não estando grávidas quando o dia começou. Sir Reginald Hargreeves decide adotar o máximo de crianças possíveis, conseguindo apenas sete e criando essas crianças para salvarem o mundo, só que aos invés de contar tudo desde o começo, a história pula para vários anos depois, quando todos os irmãos se reúnem para o funeral do seu pai, onde seu irmão desaparecido durante anos volta com a missão de parar o apocalipse que acontecerá em 8 dias.

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O roteiro parece uma mistura do livro O Lar das Crianças Peculiares, por causa das pessoas com habilidades sem aquele glamour todo, com A Maldição da Residência Hill, por causa do tema central de família, ter uma história contada de forma não linear, vários personagens terem tramas parecidas como o núcleo Vanya – Steven, Klaus – Luke. Todavia, o show consegue ser original à sua maneira.

A trama sabe muito bem quando revelar ou não algo, o que ajuda a manter o espectador interessado e atento sempre procurando pistas. Uma jogada brilhante é o fato do show pular vários anos no futuro por dois motivos: mostrar heróis com problemas internos e não completamente perfeitos, porém não de um jeito super másculo ou escrachado, deixando eles mais realistas, fazendo com que seja mais fácil de simpatizar com eles; e o outro motivo é que dá um senso de profundidade pois todos aqueles personagens tem um passado juntos e, isso é visto no diálogo e na química que os atores tem um com o outros.

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Porém, antes de falar dos personagens, outro ponto válido de destaque é a trilha sonora que completa perfeitamente o clima estranho e divertido, além de sempre combinar bastante com a cena sem ser algo muito óbvio. Como a cena em que a maioria dos irmãos dançam ou as cenas de lutas do Cinco ou a cena de abertura com Vanya tocando o violino.

Luther e Allison são personagens interessantes, apesar de eu não ter gostado muito do Luther, porém isso é mais devido com a intenção de sua atuação conseguindo ser um pouco burro, sem ser muito irritante. Allison, por outra via é uma personagem intrigante que fez coisas ruins, mas está se desenvolvendo, além de atuar muito bem. Além da relação dos dois que é bastante problemática, e os atores tem boa química.

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Diego e Ben são personagens interessantes, apesar do Ben ser muito pouco explorado, algo que poderia mudar em próximas temporadas. Já Diego, é interpretado de forma incrível por David Castañeda que, junto com o roteiro, consegue interpretar o típico vigilante, com mais profundidade, especialmente com suas relações com os outros personagens.

Klaus é um personagem que carrega alguns esteriótipos, que devido ao fato de ele ser o único personagem recorrente não-hétero, acaba sendo um pouco problemático, porém, conforme a história avança, isso acaba sumindo, além do ator Robert Sheehan se mostrar uma surpresa conseguindo mostrar que é bem versátil e competente. Cinco é atuado de uma forma brilhante pelo jovem Aidan Gallagher que esbanja talento, além de ser o protagonista moral da trama devido ao fato de ser o mais preocupado com o apocalipse.

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O grande problema da Vanya (Ellen Page) foi o fato de grande parte de suas cenas serem em meio a uma situação tensa, o que acaba causando com que a história freie bruscamente mesmo que seja interessante e Ellen Page atue bem, além de uma química boa com Emmy Raver-Lampman (Allison) e John Magaro (Leornad).

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Outro personagens que vale a pena citar são Hazel e Cha-Cha que no começo até parecem os típicos minions, entretanto, devido a química um com outro e a atuação de ambos, que está incrível, acaba se tornando um alivio cômico e ao mesmo tempo em personagens interessantes.

The Umbrella Academy é um show que dá um toque estranho e divertido para vários clichês de histórias de super heróis.

Nati Costa
Amante de filmes, séries, livros desde de terror à romance

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