Crítica | TITÃS (1°TEMPORADA)

Titãs

Com narrativas incríveis e despojadas nas histórias em quadrinhos e um grande sucesso em meio as animações, Titãs tem como mérito a possibilidade de revitalizar as séries de heróis com uma trama suficientemente adulta, mas sem abandonar as características marcantes do gênero.

Após a estruturação de um universo compartilhado nos cinemas e com produções de seus personagens feitas por outros canais (como as séries que constituem o famigerado Arrowverso), um serviço de streaming foi anunciado e com ele a escolha da equipe para inaugurar essa empreitada idealizada e guiada pela Warner. Apresentando Robin (Brenton Thwaites), Estelar (Anna Diop), Mutano (Ryan Potter)  e Ravena (Teagan Croft) pela primeira vez em live-action.

Com o roteiro de Geoff Johns, Akiva Goldsman e Greg Berlanti, acompanhamos os quatro personagens que de algum modo serão ligados a origem e segredos da jovem Ravena e toda mitologia que a cerca, sendo esse um dos eixos centrais da obra, que intercala com todo o drama vivido por Robin, buscando deixar para trás toda a influência de Batman.

Titãs

Usando como referência a importante fase das HQs de Marv Wolmafan e George Peres, que ganha vida graças a uma incrível química entre o elenco, ótimas cenas de ação e um bom roteiro. Somos presenteados por uma narrativa envolvente, que mesmo funcionando como uma colcha de retalhos (no melhor sentido), já que ao longo de seus onze episódios, outras subtramas são integradas a narrativa, como as participações da dupla Rapina (Alan Ritchson) e Columba (Minka Kelly), Donna Troy – Moça-Maravilha (Conor Leslie), Jason Todd (Curran Walters) e da equipe Patrulha do Destino, importantes para a evolução dos personagens centrais.

Suas cenas de ação, caracterização e o uso dos efeitos especiais são trunfos que merecem ser mencionados. O polimento que é dado aos poderes de Estelar e Ravena são convincentes ao nível de satisfação, assim como os uniformes de Robin, Rapina e Columba (os outros recebem a devida e convincente explicação para as roupas civis) e as cenas de luta muito bem coreografadas, nada aqui gratuito, muito menos a violência prometida.

Titãs – Estelar – Anna Diop

Assim como foi mostrado em seu material de divulgação, uma possível adaptação da série animada da equipe de longe já deveria ter sido descartada, o que boa parte do público não fez. Levantando muitas críticas prematuras à produção (ainda mais com fotos vazadas) e um alvo muito especifico, a caracterização da personagem Estelar, incrivelmente interpretada pela atriz Anna Diop, exemplificando mais um famoso caso de racismo em meio as produções do mercado nerd.

Titãs, disponível em território brasileiro pela Netflix, entretêm saudando os velhos e novos fãs da DC de modo honroso, provando que para se encaixar nos produtos de super-heróis não é necessário abdicar de uma maior seriedade ou de uniformes que tenham saído direto das páginas de um quadrinho. E mesmo que ainda não haja uma equipe como conhecemos, a semente já foi muito bem plantada para a segunda temporada.

Wellington Torres
Jornalista em construção, nerd, mutante e apreciador de História em Quadrinhos

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