Deixando um pouco de mim poema

Quando me vejo olhando vitrines
Querendo sapatos etiquetados
Quando percebo a TV ligada
E os meus livros fechados
Deixo um pouco de mim

Quando olho para o relógio
E conto meu tempo desperdiçado
Vejo que perdi uma parte de mim
Observo meus conceitos amassados
Quando fico nas redes sociais
Com meus olhos vidrados

Toda vez que deixo de questionar
Apenas para não fazer inimigos
Vejo que parte de mim morreu
Quando não percebo edifícios antigos
E influenciada, desprezo um museu

E me percebo agindo como adulto
Agindo com responsabilidade
Sem questionar a corrupção
Deixando a afiada e cruel verdade
Deixando um fragmento de mim
Desprezando a infantil curiosidade

Quando penso na paz mundial
Todas as vezes que tenho esperança
Que um idiota aja com sensatez
Da estupidez pago fiança
Quando deixo de fazer piada
Para não ser nomeada criança
Perco grande parte de mim
Quando tento ter semelhança
Hiberno meus pensamentos
Em meus conceitos há matança

Me perco em palavras bonitas
Logo pareço a todos agradável
Então deixo tudo que havia em mim
E tudo que fui, hoje é descartável

bio Quel

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