I,Tonya - TonyaHarding
I,Tonya – TonyaHarding

Biografias são sempre complicadas, principalmente para definir até em quais pontos elas podem nos cativar, apresentando a vida daquele (a) de forma que ganhe nossa atenção e que não apenas resulte em um produto em ondem cronológica e maçante. Felizmente esse não é o caso de I,Tonya.

Estrelado pela talentosíssima atriz em ascensão Margot Robbie (Esquadrão Suicida), dividindo os holofotes com Allison Janney (Mãe) e Sebastian Stan (Capitão América 2 – O soldado Invernal), “I, Tonya” conta a complicada trajetória da patinadora Tonya Harding, que infelizmente tem como marco na sua historia um grave incidente que acabou com sua carreira na patinação artística.

Se passando entre as décadas de 80/90, o filme parte de vislumbres de uma infância hostil, para uma adolescência abusiva, onde a obra apresenta por meio de flashbacks os efeitos de sua criação e de como sua mãe, LaVona Fay Golden (Allison Janney), uma mulher exigente e ríspida moldou sua personalidade e temperamento graças aos frequentes abusos e maus-tratos.

I, Tonya
I, Tonya

Com um elenco forte e em ascensão na indústria cinematográfica, ainda poderia haver um sentimento de provação de seus respectivos atores, principalmente de sua atriz principal, acolhida pela grande público após sua performance em Esquadrão Suicida, como a personagem Arlequina.

Dúvida que pare quem lhe escreve está absolutamente sanada, Margot Robbie não apenas demostra estar apta para atuar em diferentes gêneros, como é autora de memoráveis cenas ao decorrer da obra.

Não  esquecendo de  Allison Janney e Sebastian Stan, peças fundamentais para todo o desenvolvimento da personagem,  trabalhando muito bem personalidades abusivas, revezando o papel de “vilão” conforme a narrativa avança.

Já os pontos mais fracos se encontram no terceiro ato, não que descaracterize o todo, apenas entra em um ritmo que possa causar alguma estranheza, como o personagem de Paul Walter Huaser,  segurança de Tonya, aparentando não se encaixar no enredo, o que leva a trama para outro caminho.

Trabalhando muito bem seu gênero, o drama, não de uma forma monótona e estruturalmente previsível. Com a direção de Craig Gillespie a trama não só apenas utiliza em grande parte do seu texto o sarcasmo e o humor negro, como também caminha tranquilamente entre a comédia e a investigação policial, encaixando em momentos certos uma afiada trilha sonora e a quebra da quarta parede, o que impede que o filme venha cair na mesmice.

Com uma incrível fotografia e uma ótima caracterização amarradas a um esplendoroso roteiro I,Tonya não é apenas mais uma biografia, é a porta de entrada para Margot Robbie aos grandes nomes do cinema, fazendo isso com maestria!

Seja bem vinda Margot Robbie. 

Já colhendo bons frutos dessa ótima obra, I,Tonya possui três indicações ao Oscar, concorrendo ás categorias de Melhor Atriz Coadjuvante (Alisson Janey), Melhor Atriz (Margot Robbie) e Melhor Edição/Montagem, fora alguns outras já conquistados.

 

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