Você, pervertido(a), que vive em kemmer, deve conhecer agora um pouco mais deste universo criado pela talentosa Ursula K. le Guin. De nevascas às conspirações no governo, tudo o que você precisa passar para trazer inovação econômica em uma inovadora ficção científica.


Editora: Aleph Resenha Mão Esquerda da Escuridão Ursula K Le guin
Páginas: 296
Ano de publicação original: 1969

Sinopse:

Genly Ai foi enviado a Gethen com a missão de convencer seus governantes a se unirem a uma grande comunidade universal. Ao chegar no planeta Inverno, como é conhecido por aqueles que já vivenciaram seu clima gelado, o experiente emissário sente-se completamente despreparado para a situação que lhe aguardava. Os habitantes de Gethen fazem parte de uma cultura rica e quase medieval, estranhamente bela e mortalmente intrigante. Nessa sociedade complexa, homens e mulheres são um só e nenhum ao mesmo tempo. Os indivíduos não possuem sexo definido e, como resultado, não há qualquer forma de discriminação de gênero, sendo essas as bases da vida do planeta. Mas Genly é humano demais. A menos que consiga superar os preconceitos nele enraizados a respeito dos significados de feminino e masculino, ele corre o risco de destruir tanto sua missão quanto a si mesmo.


Genly Ai, humano comum, foi enviado a Gethen com a missão de convencer seus governantes a se unirem a uma grande comunidade universal, para diplomaticamente inserir este novo mundo em uma grande conversa com muitos mundos espalhados pela galáxia e, assim, desenvolver economicamente todos os planetas com a troca de informações e aprendizado.

Porém, Genly está em um planeta peculiar. Em Gethen, a humanidade é diferente. Eles ficam o tempo todo em forma andrógena e, em certos períodos de tempo (se assemelhando com o período fértil ou menstruação), eles tomam a forma masculina ou feminina para terem relações afetivas e sexuais com outras pessoas de gênero (transitório) oposto (situação chamada de kemmer). Ou seja, uma pessoa em Gethen pode ser pai e mãe ao mesmo tempo de vários outros.

O emissário Genly é um humano comum, sempre na forma masculina e é negro. Por conta de sua cor, ele não é descriminalizado, apenas causando curiosidade. Mas por seu gênero, ele é tido como pervertido (pessoa que está o tempo todo em kemmer, geralmente induzido artificialmente por produtos químicos) e, assim, causa estranheza e distanciamento de certas pessoas. Estraven é o primeiro ministro de um dos países do planeta de sempre frio que é Gethen, e acredita no progresso prometido por Genly. Porém, o Rei Argaven tem suas dúvidas e outros políticos estão céticos. Por conta disso e de muito mais, Genly e Estraven ficam em perigo.

Viajando por diversos locais do planeta, descobrindo um pouco mais sobre os mitos e lendas locais, esta dupla constrói um laço de amizade e companheirismo, que não vem de graça. Há desenvolvimento para tal. As conspirações políticas ainda são complexas apesar das motivações da ausência de características de gênero fixas que levou Le Guin a representar Gethen como uma sociedade sem guerra, e também sem a sexualidade como um fator constante em relações sociais. Logo, todos os indivíduos participam do “ônus e privilégio” de criar crianças, com estupros quase inexistentes.

Com uma narrativa descritiva, vemos uma obra que desenvolve de excelente modo seus personagens, explora suas críticas sociais sem destratar a sua narrativa principal. Fazendo desta ficção científica ser uma das mais icônicas do século XX. Lembrando que este livro faz parte de um universo criado pela autora que aborda outros livros como Os Despossuídos lançado recentemente aqui no Brasil pela Editora Aleph.

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