Na segunda aventura de Alex Cross, vemos um caso de estupro e assassinato, atrocidades que acontecem de modo perfeito, fazendo a polícia ficar andando em círculos. Seriam eles capazes de evitar o Beijo da Morte?


Editora:  Best Seller  Resenha de O Beijo da Morte, de James Patterson
Páginas: 459
Ano de publicação original: 1995

Sinopse:

Estudantes lindas e brilhantes são violentadas, mortas e retalhadas por uma dupla de serial killers. A coisa fica ainda mais tensa quando a sobrinha do detetive Alex Cross cai nas mãos de um dos assassinos…


Alex Cross acabou de conseguir uma certa fama. Após colocar atrás das grades o assassino pedófilo Gary Soneji em A Conspiração da Aranha, já que o caso envolveu figurões da cultura americana, todos do ambiente policial já ouviram falar de um modo ou de outro do detetive negro da periferia de Washington. E agora, ele se envolve de livre e espontânea pressão em um caso grave em outro estado pois sua sobrinha, Naomi Cross, está desaparecida e aparentemente, sequestrada pelo cruel Casanova.

O detetive e doutor em psicologia entra no caso em outro estado para encontrar finalmente sua sobrinha, conhecendo mais sobre este assassino, que está sequestrando e cometendo estupros pela região há 13 anos. Em meio ao caso, Alex Cross se envolve emocionalmente com Kate McCuller, que foi uma das vítimas, e que deseja, colocá-lo na prisão. Porém, um outro assassino entra em cena, complicando mais as coisas.

Se há um livro que supere seu antecessor, é este. O primeiro livro sobre o detetive Alex Cross, A Conspiração da Aranha, é excelente (como podem ver em nossa resenha). Mas este, consegue trazer mais reviravoltas, colocar diversos elementos a serem considerados no momento da investigação e, adicionar fortes personagens à trama. Não há como parar de torcer por Kate e não odiar Casanova e Cavaleiro Culler.

Observar mais do crescimento como personagem de Alex Cross também é muito relevante. James Patterson instiga vários debates sociais na estória, dando densidade e complexidade, fazendo o enredo fluir e te pegar de diferentes formas. Entretanto, a ausência de uma explicação plausível para ninguém ter chegado perto de capturar os dois assassinos (que agem como querem há mais de uma década) incomoda. Como se matar diversas mulheres de forma cruel não fosse digno de atenção, mas quando existe algum familiar de um policial importante, então recebe o alarde devido. Por outro lado, uma cena sobre Alex Cross e John Sampson sofrendo racismo é revoltante e impactante.

Este livro escrito e publicado no final dos anos 90 permanece atual, como todo bom livro deve ser. Seu enredo é cheio de camadas de profundidade e possui um “algo a mais” em sua narrativa, difícil de ser explicado. Deixe-se contagiar pela vida do icônico detetive Alex Cross e torça para achar uma edição em algum sebo por aí. Excelente obra de um versátil autor.

nota cafe expresso

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